Saturday, May 20, 2006

Há uma esquina em cada crepúsculo


Há uma esquina em cada crepúsculo. E cada volta, uma nova chance de terminar mais vezes. Ali onde não cabem mais horizontes, em quem a busca, incerta, enfraquece. Do lado de fora, do lado do que se expele. Expira.

Não há sinais nem cartografias. Mesmo com os gastos perdidos, parece não haver restos com o que se contentar ou conformar. Qualquer vestígio de sina desaparece com as luzes que se apagam.

Ainda não há pressa. Porque não há vozes. Talvez tenham se enganchado nas outras esquinas. Se aqui viessem poderiam cantar o tango que Manuel Bandeira anunciou.

Respira, que a espera continua.

7 comments:

Leandro Jardim said...

Muita poesia!!! Bom demais!

Claire said...

Ou - que nos momentos sombrios, ainda é possível haver opções. Talvez não gostemos delas. Talvez nossa dor não nos deixe ver. Mas estão ali.

Assim é, se lhe parece said...

em texto teus poemas!
me lembra - se houvesse caos - Rimbaud!

té mais

(talvez haja o caos)

Anonymous said...

zamigo, esta é a primeira visita, adoro textos e imagens. a foto daquela praça linda que você me mostrou é boa, ontem levei os viajantes lá, adoraram. beijo grande! rô

Anonymous said...

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