Saturday, May 13, 2006

Depois de minutos


De onde vem não se sabe, não se inventa. Tem quase a espessura dos feixes de luz dos fins de tarde de outono. Agora que não há mais frutos e expiram todos os dias mais cedo. E fora, como sempre esteve, as mudanças no tempo são mais sensíveis. A terra parece mais doce do que pôde encontrar. Que a ela tornas, segundo ciências e religiões. Talvez por isso, ao som das maritacas e bem-te-vis, faz esvaziar reflexões.

E assim ele ficou, quieto, alerta, sem fixar qualquer pensamento. Deixou o vento passar esfriando, folhas caírem tangentes aos ombros. Esqueceu qualquer preocupação de inutilidade de minutos ou horas passadas sem a pressa de pontos finais. Não causou espanto ou curiosidade. Seus passos seguiram por entre as árvores. Sentiu vontade de abraçá-las, quando ainda rumava pela tarde.

Olhou para trás para confirmar ou abandonar.
Assim foi.

6 comments:

Kadu Lago said...

Muito bom teu texto.
Aquelabraço

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