Tuesday, May 16, 2006

A cidade livre

Assim como a memória é fundamental para administrar o cotidiano, a capacidade de esquecer e se esquivar joga papel decisivo na manutenção da vida social. Pretender que não é da sua conta ou esfera de atuação é uma forma de lavar as mãos, fingir que tudo seria mais fácil sem esses transtornos e seguir. Afinal, a alienação é um escudo conveniente para quem a assume como recurso de negação de autoria ou cumplicidade. Mesmo como vítimas indiretas, muito distantes, apenas por tabela. Mas será admissível continuar inerte diante do avanço da barbárie?

Porque agora se trata de defender, ainda que frágil e mínima, uma possibilidade de civilização. A cidade como espaço de liberdade, como foi no seu início. Um lugar de trânsito e encontro, de expressão e troca. A cidade como um direito.

É essa cidade que se reconhece legítima. E que demanda virtude e consciência na ação.

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