Monday, September 26, 2011

Seco, sem ilusões

Não perder ou perder pouco. Talvez seja isso que o tenha guiado em meio ao caos desses anos todos. As linhas se rompendo, pessoas desaparecendo. Sem mais a espera de outros tempos. E nem mesmo a nostalgia. Devia ser essa a experiência do deserto: terra seca para alma desidratada, miragens despidas pela desconfiança.

Assim era, como há muito agora.

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foto: detalhe do marco zero, na praça da Sé, centro de São Paulo, por R.I.

1 comment:

Pode me chamar assim... said...

Um belo texto, meu querido Ricardo. Eu poderia dizer o contrário dele, mas soaria como auto-ajuda barata. Seu texto é lindo e não merece comentários sórdidos. Uma bela tradução de um momento que já me foi muito comum. :) Belíssimo!