Friday, September 09, 2011

Concentrar diluir

Contra o ritmo veloz do fazer humano, o caminho. Diante dos dias reduzidos a minutos, me lembro de atentar para os passos, voltar aos respiros. A cidade com que tanto simpatizo precisa de tempo. De espaço para que o desequilíbrio possa se alargar em quedas, que dores se diluam na profusão dos outros afetos. Enquanto passam os tormentos. Fluentemente passam.

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foto: pedras no percurso da cachoeira e do rio Pinhalzinho, em Joanópolis, estado de São Paulo, por R.I.

1 comments:

Pode me chamar assim... said...

Primeiramente, desculpa por falar de mim, quando seria esperado que falasse do seu texto. Mas, é que ele me remeteu a mim, ao comentário que gostaria de fazer da minha vida. Samana passada estava percebendo algumas dores, alguns "sucessos que não aconteceram ainda" (prefiro à palavra fracasso) na minha vida. Mas, como diz o seu texto, deixei que se dissipassem no meio dessa correnteza do rio da minha vida, que flui saudavelmente, porque é assim que eu quero me manter. Não me deixei entristecer, apenas me aquietar para sentir, refletir e deixar o rio seguir o seu curso. Enfim, falei do seu texto, ainda que tenha falado de mim de modo mais explícito.