
Quando se estuda não se cria, ele pensa. Afinal, toda vez que está imerso em um curso é como se as vias se obstruíssem, a expressão calasse. Mão única para receber ou a vigía exagerada na crítica de si mesmo. O olhar se espalha na multiplicidade do que parece não caber mais no trabalho que se fazia. Oficinas demais, tentativas paradas.
Existem os outros, é verdade. Que absorvem, que não entendem. E também compõem, com seu passo, um corpo estranho no seu drama.
Volta aos seus mesmos conhecidos enquanto a crise não o espreme. Um parco legado de rascunhos que caminham.
::
foto: interior da igreja Nossa Senhora Aparecida, na avenida Brasil, na zona sul de São Paulo, por Ricardo Imaeda